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Diagnóstico do município é apresentado durante o II Fórum do Plano Diretor Participativo de Eusébio

quarta-feira | 04/07/2018

A Prefeitura de Eusébio, através da Autarquia Municipal de Meio Ambiente e Controle Urbano (AMT), realizou nesta terça-feira (04), o II Fórum do Plano Participativo de Eusébio, com a leitura técnica e comunitária da realidade municipal. O presidente da AMMA, Celso Rodrigues, destacou que nesta fase será apresentado um diagnóstico preliminar com todos os aspectos sociais, econômicos, ambientais e geográficos do município que serão utilizados na composição do Plano Diretor.

O momento foi coordenado pela Urbi Consultores Ltda que, através de seus profissionais, apresentou a metodologia utilizada e o diagnóstico realizado. Conforme Celso, essa é a fase do Plano Diretor que tem como objetivo conhecer os problemas e as potencialidades do município como um todo, do ponto de vista técnico e comunitário. Devendo trazer informações sobre seus aspectos físicos, urbanos, econômicos, sociais e ambientais.

A coordenadora da equipe, a arquiteta e urbanista Simone Morais afirmou que o processo de elaboração do Plano Diretor de Eusébio começou em janeiro quando foi elaborada uma base cartográfica do município. Ela observou que após o Carnaval, foi realizado o I Fórum Participativo, com a participação da comunidade e logo em seguida oficinas de conhecimento na Sede, Mangabeira e Jabuti, onde a população pôde, através de um questionário desenhar a situação e demandas de cada comunidade. “Todo esse apanhado compõe esse trabalho que está sendo apresentado agora, juntamente com os resultados das entrevistas e visitas em campo”, afirmou.

O primeiro diagnostico apresentado foi o ambiental, apresentado pela geógrafa Luziane Freitas. Ela destacou os tipos de solos do município, com destaque para o “tabuleiro pre-litorâneo”, que ocupa maior parte do município, além do “maciço residual do Monte Cararu”, de origem vulcânica, que segundo ela, seria remanescente da formação do arquipélago de Fernando de Noronha, e hoje é utilizado para a extração mineral de uma pedreira. Destacou ainda as bacias hidrográficas composta pelos rios Coaçu e Pacoti, lagoas e suas situações de preservação, ocupações e outras questões que devem ser solucionadas pela administração municipal.

Luziane citou a preocupação do município com a destinação dos resíduos sólidos e as ações que visam manter o Eusébio um município verde. “O poder público deve dar continuidade as ações e impedir que áreas de proteção ambiental sejam ocupadas e empreendimentos residenciais e industriais poluam os recursos hídricos”, detalhou.

O diagnóstico seguinte foi o econômico apresentado pelo economista Lauro Chaves. Ele destacou que 65% da população e 64% da economia do Estado concentra-se na Região Metropolitana de Fortaleza. “A mesma desigualdade vemos na RMF, onde Fortaleza tem 70% da economia, 8% é de Maracanaú, 7% de Caucaia, 3% de Eusébio e 2% de Aquiraz”, disse.”

‘Eusébio tem uma economia crescente e pujante. O setor mais destacado é o industrial, onde se sobressaem, o vestuário, alimentação, metalúrgicos e metal mecânico. Já o comércio varejista, temos mercadoria em geral, vestuário, armarinho, gêneros alimentícios e materiais de construção. Mas o desenvolvimento só é válido para a população quando resulta da melhor qualidade de vida”, frisou.

Afirmou que o Eusébio tem o maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), maior Índice de Desenvolvimento Municipal (IDM) e o maior Índice de Desenvolvimento Social (IDS) do Estado, “isso já responde como a economia vem influenciando o desenvolvimento social da cidade”, destacou.

Segundo Lauro, os setores de Educação, Saúde são os mais destacados. Ele comentou, ainda, com relação aos impactos sociais e econômicos que o Polo Tecnológico e Industrial de Saúde trará para o Eusébio, “as pessoas não estão atentando para o que esse empreendimento fará. Os impactos serão gigantescos nos próximos 20 anos. Será algo próximo o que aconteceu com São Gonçalo do Amarante após o Porto do Pecém e o que acontecerá com Fortaleza com a instalação do HUB para Fortaleza”.

Outro fator citado por ele foram os condomínios residenciais, que trouxeram para a cidade uma população mais abastarda, mas frisou que é preciso o município se preparar para oferecer a esses moradores condições para que possa consumir e investir no município e não em Fortaleza. Outro aspecto exposto durante o Fórum foram o social.

O prefeito Acilon Gonçalves destaca que após a conclusão do diagnostico a Consultoria deverá apresentar uma projeto que será encaminhado a Câmara Municipal para que possa ser analisada e aprovada. “Queremos um plano diretor moderno que vislumbre nosso município para os próximos anos e que dê condições para que se desenvolva de forma sustentável”, avalia o prefeito.