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Eusébio realiza o I Seminário de Experiências Exitosas Inclusivas

segunda-feira | 27/11/2017

A Prefeitura Municipal de Eusébio, através da Secretaria Municipal de Educação (Seduce), realizou nesta segunda-feira, (27), no auditório da Escola Neusa Freitas de Sá, o I Seminário de Experiências Exitosas Inclusivas do Município. O encontro reuniu profissionais das 18 escolas municipais que possuem Salas de Recursos Multifuncionais. Elas apresentaram casos de alunos com deficiência que tiveram êxito em seus desenvolvimentos, a partir do trabalho realizado pelas equipes de educação inclusiva. O encontro contou com as presenças do prefeito Acilon Gonçalves, da primeira-dama Marta Gonçalves; da Secretária de Educação, Goretti Martins; de Elieuda do Vale, coordenadora do NAMME, diretoras, coordenadoras, técnicos, entre outros.

O prefeito Acilon Gonçalves, afirmou que esse trabalho, iniciado pela primeira-dama, Marta Gonçalves, vem a cada dia espalhando sorrisos em todos que fazem a gestão municipal e na população em geral. “O sentimento que temos é que não podemos perder nenhum aluno desses, não podemos desistir deles”, pontuou.

Acilon ressaltou que o o Setor de Inclusão é a porta de entrada do trabalho de educação inclusiva no município. Ele anunciou duas melhorias para a área no município. A primeira será o retorno do Núcleo Multiprofissional, que será integrado por vários profissionais, até a quinta-feira, após o período do Carnaval e a segunda será a criação da Sala do Autista, que será a primeira do Estado e dará o atendimento completo para o atendimento dos alunos com sensibilidade maior. “Vamos inaugurar essa sala do autista no dia 1º de abril, no dia da mentira, para mostrar ao mundo que também esse é o dia da verdade. Tudo isso, é uma mostra que teremos um 2018 melhor”, frisou.

O prefeito observou, ainda, que não deve faltar medicamentos para alunos com necessidades especiais, e caso isso ocorra que ele seja avisado para no máximo, em 48 horas, providenciar o medicamento. “Temos que deixar essas pessoas aptas para o aprendizado. Temos que preparar os diferentes para que se tornem iguais. Temos que fortalecer o Setor de Inclusão e, para isso queremos os melhores trabalhando nessa área. Não pode ser qualquer um. Tem que ter compromisso, dedicação e amor a esse trabalho e aos alunos, pois assim o desenvolvimento será bem maior”, concluiu.

Em seguida, falou a coordenadora do Setor de Inclusão, Marcilene de Lima Abreu, que destacou que o seminário é um sonho realizado. “Passamos praticamente um ano programando e planejando, tendo o apoio de nossas estrelas, que são as professoras, que hoje mostrarão o resultado do trabalho delas, que tem o apoio das diretoras, supervisoras, corpo técnico, alunos e pais. A todos agradecemos a parceria e o apoio”, asseverou.

Já a Secretária de Educação do município, Goretti Martins, saudou os presentes e destacou o apoio do prefeito Acilon Gonçalves a esse trabalho de inclusão de alunos com deficiência na educação regular. “Esses profissionais da inclusão, estão sempre em alerta para melhor atender nossos alunos em suas necessidades e ao mesmo tempo dar ferramentas para que elas se desenvolvam e tenham uma vida com melhor qualidade e desenvolvimento”, comentou.

Após a fala das autoridades, a terapeuta ocupacional Arismênia Lima falou sobre inclusão, fazendo um histórico de como o poder público iniciou esse trabalho, desde a década de 40 aos dias de hoje. Ela observou que o Ceará é o terceiro estado brasileiro em relação à presença de pessoas com deficiência no estoque total de empregos, demonstrando que o Estado está bem avançado em termos de país. “Temos 38 escolas, incluindo o NAMME, coordenadas pelo Setor de Inclusão, a maioria com a presença de alunos especiais. São mais de 420 crianças e jovens atendidos em 18 salas de recursos multifuncionais”, relatou.

Em seguida teve início as apresentações dos casos exitosos das 18 escolas, entre elas, o da M. da Escola São Miguel. Ao chegar à unidade, ela não permanecia em sala de aula, nem participava das atividades e não tinha coordenação motora. Após o trabalho de inclusão, que incluiu jogos, dinâmicas e trabalho com leitura e escrita, Mariana está integrada a comunidade escolar, participa das atividades e interage com os demais alunos.

Outro caso foi de I. B., de 14 anos, da Escola do Cararu, que tinha o comportamento infantilizado, dificuldade de convivência, locomoção, dificuldade de expressão corporal, falta de higiene e deficiência intelectual e não tinha noção de espaço e tempo. Segundo a professora Celsa Bezerra foi trabalhada a autoconfiança, autoconhecimento e interação com a turma. Após a terapia, passou a mostrar seus potenciais para aprender e observar. “Ela passou a fazer a abertura das apresentações dos trabalhos em sala de aula dos demais alunos, hoje ela produz textos. Ler e tem uma excelente convivência com todos”, disse. Isabel estava presente ao evento e foi aplaudida pelos presentes, ao lado de sua avó.

Na Escola Adelino Bezerra, foi retratado o caso de A.S.R, do 5º ano, pela professora Regina de Almeida. Segundo ela, a criança foi acometida de deficiência cerebral, após ficar sem oxigênio no cérebro após um parto complicado. “Ela iniciou sua vida escolar aos 4 anos e, também seu processo psicomotor. Ela rastejava, mas não fez uso de medicação. Fez estimulação precoce no Iprede, cinco anos de Ecoterapia aqui no Eusébio e é atendida pela sala do AEE, com fisioterapia e no Núcleo de Atendimento a Estimulação Precoce com pediatra e psicopediatra. O resultado foi à interação com os colegas, inclusão e interação nos grupos em sala de aula, melhoria de sua escolarização, participação de atividades artísticas, entre outras”, concluiu.

O encontro contou ainda com a apresentação de casos das escolas Raul Tavares I, Raul Tavares II; Eduardo Alves, Mário Sales, Moacir Ferreira, Josefa Sá, Das Guaribas, pela manhã. A tarde houve apresentação de Arte Terapia, com Cleilson Luís Rabelo e a palestra “A importância das Experiências Exitosas”, com Sibere Duarte. As escolas Evandro Ayres, Paulo Sá, Izidio José Campina, Francisco Tavares de Abreu, NAMME e Otoni Sá apresentaram seus casos exitosos, No final aconteceu uma apresentação de dança e a apresentação da equipe de inclusão.